Sunday, 6 May 2007

Vera

Era a energia, não, a simpatia que se via nela; O mesmo nickname, a tendência para uma vida de decoro e ainda assim a sombra de uma callgirl que a ambas nos fazia sorrir em segredinhos cúmplices. O traço humilde, jovial, assinalado por farois, de uma vida pura, curiosa, ávida de amor; As andanças em mini-saias ou em óculos lazuli, que a pontuavam de cor, num cenário a sépia, onde todos [ou quase todos?] eram iguais. A cor de quem vive a vida a dar, como um poema, um pedaço de coração que uma mãe põe na mão da filha no dia do seu casamento (lembras-te?) lazuli, ou turquesa, talvez, a cor da comunicação, ela que reluz e transparece como se a pudessemos trespassar, não sabendo ao certo onde começa, acaba, onde começa o céu. Como nos dá a certeza que em cada dia um raio de luz, uma nova vida. Que me abraça as angústias com um amor como só ela, como só dela. Vera, em italiano. Amiga, em Português.

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